O que é esgotamento ocupacional (Burnout)?

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) acrescentou o esgotamento ocupacional (Burnout) à sua classificação internacional de doenças e prometeu pesquisar o bem-estar mental no trabalho com mais detalhes. Desde que o psicólogo Herbert Freudenberger usou o termo pela primeira vez na década de 1970, nosso conhecimento sobre o esgotamento e seus efeitos na economia ainda estão evoluindo. Mas já está claro que o esgotamento se correlaciona com taxas de desgaste mais altas, aumento dos custos médicos, danos sociais e menor produtividade.

Pesquisadores nos EUA, por exemplo, estimam que 8% dos custos nacionais de saúde podem ser atribuídos ao estresse ocupacional. Em 2019, a Forbes informou que o esgotamento custa aos americanos entre US$ 125 bilhões e US$ 190 bilhões todos os anos. O Fórum Econômico Mundial publicou uma pesquisa sobre a porcentagem de adultos que trabalham com Burnout e, em seguida, comparou os resultados entre diferentes países, que variaram de 30% a 57%.

Há um debate sobre a prevalência de esgotamento ocupacional e seu custo, mas os sinais do fenômeno são fáceis de identificar:

  • Sensação de estar no piloto automático
  • Exaustão física
  • Fadiga emocional e mental
  • Motivação ou senso de propósito perdidos
  • Dúvida e ansiedade
  • Distração
  • Apatia e cinismo
  • Nenhum senso de urgência para concluir as atribuições

Externamente, o esgotamento pode se manifestar como atrasos ou faltas no trabalho, desempenho abaixo da média, uma perspectiva negativa, desorganização e/ou paralisia de decisão. Alguns especialistas dizem que é um dos fatores mais importantes na perda de receita hoje. Mas as organizações podem tomar medidas para criar um ambiente de trabalho mais saudável e feliz.

 

O que os líderes empresariais podem fazer para proteger os colaboradores do esgotamento?

 

Desenvolva uma estratégia de avaliação.

Assim como você estudaria seu público-alvo antes de uma apresentação, você precisa entender as necessidades de seus colaboradores e avaliar o clima do ambiente de trabalho. Peça feedback aos colaboradores, conduza pesquisas anônimas ou use um estudo em grupo para encontrar maneiras de fazer melhorias. Você também pode coletar dados de dispositivos da empresa para tirar conclusões sobre como os colaboradores gerenciam seu tempo e se estão trabalhando fora do horário normal. Esses detalhes podem ajudar nas decisões sobre mudanças de políticas, ajustes de carga de trabalho, percepção do público e cultura da empresa. Também pode ajudá-lo a identificar grupos em risco ou marginalizados que precisam de suporte adicional. Por exemplo, alguns estudos mostram que os pais têm um risco maior de esgotamento. Se esse for o caso em sua empresa, tente criar um grupo de colaboradores (ERG, Employee Resource Group) focado em discutir as complexidades de conciliar carreira profissional e parental. 

Construa uma rede de apoio.

A comunicação ajuda a criar conexões sociais significativas no trabalho e, com o tempo, essa camaradagem cria resiliência emocional e lealdade à marca. Crie oportunidades para os colegas se socializarem, por exemplo, durante aulas em grupo, appy hours, almoços e muito mais.

Elimine a cultura de “pessoa muito ocupada”.

Isso acontece quando as empresas incentivam hábitos de trabalho pouco saudáveis. Se os colaboradores são pressionados a trabalhar horas extras, competir uns com os outros ou de outra forma correr para o trabalho, isso cria um frenesi improdutivo e estresse.

Para contrabalançar a cultura ocupada e evitar o esgotamento, dê aos colaboradores mais autonomia sobre seu trabalho e horário. Tente desencorajar o microgerenciamento e seja flexível quanto às metas de curto prazo. Os colaboradores devem se sentir à vontade para estabelecer limites em suas responsabilidades profissionais e aproveitar a vida fora do trabalho. Você também pode adicionar margens de tempo para atribuições semanais para garantir que tudo seja concluído no prazo, mesmo se as tarefas demorarem mais do que o esperado.

Incentive os colaboradores a tirar uma folga.

As pessoas precisam de um tempo livre para relaxar fora do trabalho. Se você notar que as pessoas não estão usando o tempo de férias, faça uma declaração para toda a empresa sobre isso. Às vezes, os colaboradores se sentem culpados por tirar férias, especialmente durante os períodos de maior movimento, então podem precisar de incentivo adicional. Você também pode incentivar ainda mais sua equipe, oferecendo licença médica ilimitada, que os colaboradores poderiam tentar racionar.

Limite o trabalho administrativo.

Para evitar o esgotamento, o departamento cirúrgico do Hennepin County Medical Center (HCMC) experimentou novas políticas que ajudaram os médicos a reduzir o trabalho administrativo, que é estimado em cerca de duas vezes mais do que as interações face a face com os pacientes. Mark Linzer, diretor de medicina interna geral do centro, disse ao The Wall Street Journal que seu departamento decidiu fornecer ajudantes para diminuir o trabalho dos médicos com relação à papelada. Como resultado, afirma Linzer, a taxa de burnout auto-relatada caiu cerca de 50%.

Ofereça programas de assistência e benefícios.

Ajude a apoiar a saúde mental de seus colaboradores, oferecendo programas de assistência, incluindo, por exemplo, aconselhamento, inscrição em academias de ginástica e programas de meditação. O exercício é uma das maneiras mais eficazes de combater os sentimentos de ansiedade e depressão, dois resultados comuns do esgotamento crônico.

Você também pode fornecer saídas criativas para seus colaboradores: a versatilidade mental pode ser uma diversão útil de sua rotina diária. Pesquisadores comportamentais descrevem um fenômeno chamado “tunelamento” – a habilidade de se concentrar apenas em uma tarefa – e sua correlação com o esgotamento. De acordo com um estudo relatado na Scientific American, as pessoas também perdem cerca de 13 pontos de QI quando estão neste estado, tornando-as mais sujeitas a quedas de produtividade e erros.

Se você estiver interessado em aprender mais sobre o esgotamento, baixe nosso E-book mais recente para entender melhor como o estresse pode estar afetando seus colaboradores, sua empresa e, potencialmente, ser a principal causa do esgotamento ocupacional. E o mais importante, o que você pode fazer para ajudar como executivo ou líder de RH.