O Outubro Rosa é um movimento em prol da luta contra o câncer de mama, sendo celebrado em todo mundo. Esta época do ano é marcada por diversas ações de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. Afinal, se a doença for descoberta no estágio inicial, as chances de cura são muito maiores. Entretanto, o que nem todo mundo sabe é que a atividade física também pode ter um papel fundamental quando falamos em prevenir (e tratar) esse tipo de câncer. Para destacar a importância de toda essa discussão, trouxemos a história da Maria Luiza Holanda, que mostra como a atividade física pode ajudar na batalha contra o câncer de mama.

A história de Maria Luiza

Maria Luiza é coordenadora de serviços compartilhados no GPA, sempre foi ativa e adepta da prática de exercícios físicos: tinha o hábito de fazer muita caminhada, corrida e musculação. Porém, em 2009 ela começou a perceber que algo não ia bem.

“Por incrível que pareça, foi o exercício físico que indicou que tinha algo errado com a minha saúde. Mesmo tendo um bom condicionamento físico, comecei a me sentir muito cansada e fatigada. Fui ao médico, ele me pediu todos os exames (inclusive o ultrassom da mama e a mamografia) e logo veio o resultado: câncer de mama no estágio inicial”, relata.

câncer de mama

Maria Luiza conta que o fato de ter descoberto a doença cedo fez toda a diferença em sua vida. E isso não é apenas a opinião dela: de acordo com o mastologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Antônio Luiz Frasson, o diagnóstico precoce em câncer de mama é extremamente importante. “Descobrir um tumor muito cedo impacta de forma muito significativa a chance de cura. É claro que há tumores mais agressivos e aí o tipo de tumor vai fazer diferença, mas descobrir cedo faz com que a chance de cura seja muito alta, porque o risco de que alguma célula do tumor se dissemine pelo organismo é muito menor”, explica.

O papel da atividade física

câncer de mama

Além da questão do diagnóstico precoce, a atividade física também foi uma grande aliada de Maria Luiza para vencer essa luta. “O tratamento é muito agressivo e o meu condicionamento físico me ajudou bastante. A atividade física estava na minha alma. Eu sempre falava que queria ficar boa para voltar a ter minha vida normal. O tratamento dá muita canseira e mal-estar e o meu condicionamento auxiliou muito nisso”, relembra.

Por conta do tratamento e da cirurgia que fez para retirar o tumor, ela tem algumas limitações quanto à prática de atividades físicas. Fica fatigada muito fácil e precisa evitar modalidades que causem atrito ou impacto em suas articulações, como levantamento de peso e corrida. Porém, isso não a impediu de continuar.

“Precisei me adaptar e buscar atividades ‘mais leves’. Eu faço dentro do meu limite. A musculação, que eu gosto tanto e fazia parte da minha rotina, eu tive que trocar por outra atividade. Eu fui fazendo essas trocas, mas não deixei de fazer atividade física. Quero meu bem-estar. Eu amo treino, mas se agora ele não cabe pra mim, então estou substituindo pelo pilates e pela hidroginástica”, justifica. O pilates e a hidroginástica foram recomendações médicas, já que essas atividades não causam tanto impacto nas articulações.

Segundo o Dr. Frasson, a atividade física não é proibida em casos como o de Maria Luiza. Pelo contrário, ela é estimulada. “O que nós queremos quando tratamos alguém com câncer de mama é que a pessoa volte a ter uma vida absolutamente normal. Depois de ter câncer de mama, manter uma atividade física regular reduz a chance de voltar a ter o problema em aproximadamente 30%. O efeito é semelhante ao da quimioterapia”, explica. Além disso, para quem não tem câncer de mama, a atividade física diminui o risco de desenvolver a doença.

A atividade física revigora você, ela renova suas forças. O estresse fica ali na esteira, na piscina ou onde quer que você esteja praticando exercício, e você sai renovada para o que tiver de enfrentar”, completa Maria Luiza.

câncer de mama

Ela retirou o tumor na cirurgia e fez quimioterapia e radioterapia para que possíveis células proliferadas fossem extinguidas. Agora está na fase da manutenção por meio de medicação, o cabelo (que caiu durante a quimioterapia) já está longo novamente e ela comemora que o pior ficou para trás.

“Quando caiu a última gota de quimioterapia, eu contei para todo mundo que torcia por mim que havia acabado e eu estava liberta. O câncer é assustador, mas se ele estiver no estágio inicial, tem cura. Eu sou prova disso”, conta Maria Luiza, emocionada ao lembrar que hoje está bem e pode acompanhar o crescimento de seus três filhos. “Eu tive que achar forças aonde eu não tinha. Os meus filhos foi o que me alavancou e me mostrou que eu tinha que enfrentar tudo para vê-los crescer”, conclui. 

Como combater o câncer de mama 

A história da Maria Luiza envolve muitos aspectos: luta, perseverança, otimismo, inspiração, força… Porém, o relato dela é essencial principalmente para mostrar a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, levando em conta também que algumas mulheres não têm acesso a dados básicos sobre prevenção. Para ajudar empresas a disseminar informações sobre o assunto para seus colaboradores, reunimos estas recomendações do Dr. Frasson para prevenir e identificar a doença:

1- Fazer a mamografia anualmente a partir dos 40 anos, se não existe risco familiar;

2- Mulheres do grupo de risco (que têm histórico familiar da doença, por exemplo) precisam fazer também a ressonância magnética e os exames devem começar a ser feitos dez anos antes da idade que tinha o familiar mais próximo. Por exemplo: se a mãe de determinada paciente teve câncer de mama aos 40 anos, é recomendado que seus exames comecem aos 30;

3- O ultrassom deve complementar os exames quando existe alguma dúvida na mamografia;

4- O autoexame também é necessário e pode ajudar. Por meio dele, a mulher aprende a se examinar e consegue identificar precocemente qualquer alteração que exista na mama.

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