Muitos fatores causam a baixa adesão em programas de qualidade de vida no trabalho. Falta de auxílio para uma mudança de comportamento, controle excessivo no oferecimento de benefícios e uma cultura organizacional focada no vício em trabalho são apenas alguns deles.

De nada adianta a área de RH oferecer benefícios que não são utilizados ou valorizados pelos colaboradores. Por isso, é fundamental ouvir qual a opinião e as expectativas dos funcionários, buscar benefícios que alcancem o maior número de empregados e  investir na comunicação das vantagens do programa, entre outros elementos que contribuem para conquistar o engajamento real e mantê-lo.

Continue acompanhando o nosso post para ficar por dentro do assunto!

Programas de qualidade de vida no trabalho

De acordo com as leis trabalhistas, é dever das empresas depositar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), conceder férias, vale transporte e pagar o 13º salário. Algumas companhias oferecem também outros benefícios acordados com o sindicato.

Mas para se diferenciar perante o mercado, muitas empresas proporcionam agrados e benfeitorias diferenciados para atrair e reter talentos. Nesse sentido, os programas de qualidade de vida no trabalho mostram-se uma excelente opção para atrair os melhores talentos, aumentar a produtividade e favorecer a saúde dos colaboradores.

No entanto, para serem eficazes e produzirem o efeito esperado, é preciso evitar algumas atitudes que podem provocar a sua baixa adesão e colocar o planejamento de melhorar a qualidade de vida dos funcionários por água abaixo.

Confira 5 práticas muito comuns para o fracasso desse tipo de projeto e proteja-se delas:

1. Divulgação inadequada dos benefícios gerados

A falta de divulgação do projeto, a apresentação inadequada dele, ou pior, o fato de deixar de apresentar os benefícios gerados pelo programa de qualidade de vida são alguns dos piores problemas que acarretam a falta de engajamento, seja por parte do corpo diretivo da empresa ou pelos próprios empregados.

É importante avaliar, analisar e comunicar quais são as vantagens, os resultados e as economias que o programa proporciona. Tanto para comprovar o seu custo-benefício, como para demonstrar quais os ganhos de produtividade e qualidade de vida. Indicadores autenticam sua efetividade e casos de sucesso de colaboradores da própria empresa trazem um apelo mais real.

Nesse caso, é essencial mostrar as reais vantagens do programa de qualidade de vida aos colaboradores. É necessário comprovar como investimento em saúde não é gasto e como a vida pode melhorar em todos os aspectos e não apenas no âmbito profissional, trazendo mais lucros para a empresa. Afinal, um programa de qualidade de vida ajuda a melhora a autoestima, a respiração, o sono, o foco, o físico, a disposição etc.

2. Seleção de projetos inadequados ao perfil dos colaboradores

Antes de implantar qualquer projeto de qualidade de vida, faça um levantamento de qual é o perfil dos seus funcionários. De nada adianta oferecer crossfit para uma equipe formada por um alto número de idosos ou parceria com creches se a maioria dos funcionários não têm filhos, por exemplo.

No primeiro exemplo, o ideal é pesquisar quais as atividades físicas e ações que mais combinam com o perfil dos empregados e buscar um benefício que permita oferecer uma variedade de exercícios ao maior número de colaboradores possível. Lembre-se que quanto maior a adesão, maior é o alcance do programa.

Busque também opções variadas de horários e endereços, engessar a possibilidade de realizar a atividade pode provocar uma evasão ao longo do projeto. No começo, todos empolgados aderem, mas, no decorrer do programa, a vida corrida, a distância e a falta de maleabilidade podem se tornar desculpas para deixar de frequentá-lo.

3. Poucos funcionários elegíveis aos benefícios corporativos

Como já falamos, disponibilizar um programa de qualidade de vida ao maior número de empregados possível é um dos segredos do sucesso. A propaganda boca a boca se torna mais forte e aumenta as chances de um colaborador incentivar o outro a aderir ao programa de qualidade de vida. Uma outra vantagem é poder medir a efetividade do programa com uma amostragem robusta.

É totalmente compreensível que, por motivos orçamentários, não seja possível oferecer benefícios a todo o quadro de colaboradores. Porém, controlar o acesso aos benefícios pode inibir a adesão dos poucos que forem escolhidos e se tornar um fiasco.

Se não for possível, ofereça benefícios de forma integral para todos, nesse caso, uma solução é concedê-lo de forma relevante. Ou seja, o funcionário consegue um desconto ou um valor que jamais conseguiria se aderisse por conta própria, algo que só a empresa mesmo conseguiu por ele.

Mas não se esqueça de nenhum colaborador, nenhuma filial ou alguma categoria específica. Nada mais chato do que saber que a companhia oferece um benefício para determinada localidade e para as outras não. Ou que apenas certos cargos têm acesso a ele.

4. Pressão para manter o foco no trabalho

Um dos grandes problemas das empresas atualmente é que elas implantam programas de qualidade de vida no trabalho, mas seus gestores não aderem e não acreditam que uma vida mais equilibrada entre pessoal e profissional aumenta a produtividade.

Muitos profissionais ainda têm em mente o pensamento retrógrado de que o vício no trabalho, a falta de férias e de pausas é que contribuem para manter (e aumentar) o foco no trabalho.

Colaboradores esgotados perdem o foco e, com o tempo, adquirem muitas doenças físicas e psicológicas, fazendo com que a empresa não alcance os resultados esperados e ainda tenha que arcar com os custos provenientes de caros tratamentos de estresse, depressão, ansiedade, problemas cardíacos e doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade, entre outras.

A companhia precisa ter a qualidade de vida como parte integrante da sua cultura organizacional para disseminá-la de modo mais verdadeiro e contribuir para que o programa ganhe adesão e mostre resultados ao longo do tempo. Dessa forma, é importante também que as empresas sejam parceiras de fornecedores que concedem benefícios corporativos e não uma vilã.

5. Falta de auxílio para uma mudança genuína de comportamento

Para que o programa de qualidade de vida conquiste adeptos e mantenha uma boa taxa de adesão, é necessário que a empresa incentive os colaboradores a adotarem novos hábitos e a terem disciplina e regularidade.

É preciso, por exemplo, que cada um encontre um exercício físico que lhe traga prazer e que se encaixe genuinamente à rotina. E, para isso, a empresa pode ser uma aliada ao auxiliar nessas questões.

Primeiramente, estimulando o cumprimento da jornada de trabalho sem extrapolá-la com frequência, depois, comunicando os benefícios de praticar exercícios, aderir a uma alimentação saudável, parar de fumar, não fazer dietas malucas, beber água, não abusar do álcool, dormir de 7 a 8 horas diárias, entre outras ações que são realizadas simultaneamente e trazem inúmeras benfeitorias para o corpo e a mente.

Enfim, é preciso se atentar para as armadilhas que podem fazer com que programas de qualidade de vida no trabalho fracassem. Muitas vezes a própria empresa que o implanta o boicota ou não dá o devido valor.

Agora que você já leu o que pode causar a baixa adesão em programas de qualidade de vida no trabalho, confira também 8 sinais de que é hora de rever o programa de benefícios!

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