Sabemos como zelar pela saúde dos funcionários é um enorme desafio para as empresas, e depende de diversos fatores, já que dia após dia os custos têm se tornado cada vez maiores.

De fato, quando vão trabalhar as pessoas levam suas preocupações, problemas, angústias, ansiedade e tristezas, o que influencia na qualidade do trabalho e na possibilidade de ficarem doentes mais facilmente — aumentando não só o absenteísmo, como também influenciando diretamente nos custos do plano de saúde no momento do reajuste.

Diante disso, é preciso conhecer as causas que atuam nesse aumento das despesas da operadora, criando uma relação de ganha-ganha e permitindo à empresa ter argumentos para renegociações produtivas para ambas as partes. Para isso, neste post explicaremos melhor como renegociar o plano de saúde empresarial  por meio de 4 dicas essenciais.

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O que vai contar no momento da renegociação do plano de saúde empresarial

No momento de renegociar, são várias as questões que poderão incidir no aumento dos contratos. Nesse caso, será levado em conta o índice de sinistralidade (quanto mais se gastar com os tratamentos utilizados, maior será o índice) como principal responsável por aumentos que não estavam no orçamento.

Assim, é necessário compreender os itens que influenciam nesses reajustes. Vejamos, a seguir, alguns deles:

  • índice de sinistralidade: como dissemos, corresponde ao percentual que foi gasto para cobrir custos com sinistros, sendo maior conforme a utilização do plano para cobrir grandes gastos com tratamentos
  • risco intrínseco na área de atuação: a depender da área que atua a organização e o risco que expõe os funcionários na atividade laboral, isso será levado em consideração no momento de tarifar. Um funcionário que atua em plataformas de petróleo com riscos de incêndio, por exemplo, está em uma área de atuação considerada de alto risco
  • inflação de itens médicos: diante de um aumento nas despesas com equipamentos, remédios ou instalações, por exemplo, isso é repassado nos reajustes
  • faixa etária dos funcionários: a depender a idade, os riscos de se desenvolver doenças também aumentam o valor dos planos de saúde — sejam estes empresariais ou não
  • abrangência geográfica da rede credenciada: seus funcionários estão constantemente viajando? Nesse caso, será necessário contratar um plano de saúde empresarial com abrangência nacional, se houver necessidade de atendimento em algumas dessas viagens

Então, com base nessas informações e o cruzamento com as necessidades dos funcionários, sua empresa terá mais chances de sucesso no processo de traçar uma estratégia junto à operadora.

Agora, conheça as 4 soluções práticas e criativas para renegociar o plano de saúde empresarial e ainda ajudar seus funcionários a levarem uma vida mais plena e saudável. Continue lendo!

1. Saúde e qualidade de vida em primeiro lugar

Como gestor de RH, você deve saber que tudo começa em cultura e educação — tema que deve estar enraizado na empresa, por meio de campanhas e outras formas de melhorar os benefícios oferecidos.

Sendo assim, é importante incluir na agenda da organização assuntos voltados à saúde e à qualidade de vida que perpetuem bons hábitos e estejam em harmonia com a cultura da empresa. Não adianta, por exemplo, falar de saúde se continuar a estimular cargas horárias que não respeitam a vida pessoal ou desrespeitar o horário de almoço constantemente com demandas urgentes. De fato, é preciso haver um equilíbrio entre o que se diz e o que se faz.

Nesse sentido, o ambiente deve prezar por elementos que reforcem essa identidade e valorizem a qualidade de vida, com bons equipamentos, que prezem pela ergonomia e bem-estar das equipes. Assim, saudáveis, os colaboradores terão mais energia e vitalidade para prestar ótimos serviços, enquanto a empresa gasta menos com tratamentos, doenças e faltas. É uma troca em que todos ganham.

2. Estimular a saúde com programas de prevenção

Em pouco tempo, já é possível perceber os reflexos positivos de um programa de qualidade de vida, até mesmo na motivação dos colaboradores que adotam hábitos para uma vida mais plena e saudável.

Para a empresa e para a operadora de saúde, isso significa um menor índice de sinistralidade, com a diminuição das idas ao hospital — que, afinal, não são boas nem para o próprio funcionário. Quanto a isso, pode-se criar programas para reduzir o sedentarismo, com incentivos à prática de esportes dentro ou fora da empresa, por exemplo.

Para isso, há casos de empresas que levam profissionais de Yoga, Tai Chi, personal trainers e até mesmo grupos de corrida para espaços criados dentro da empresa. E, caso não haja espaço para tanto, há diversas opções de parcerias que podem ser criadas com academias, clínicas de fisioterapia ou espaços holísticos que ofereçam tratamentos específicos para cada caso.

Além disso, programas para alimentar-se corretamente — por meio de benefícios oferecidos como o café-da-manhã ou almoço balanceado na própria empresa, parcerias com locais que forneçam alimentação saudável ou até mesmo bônus oferecidos para a redução de peso — também são boas opções.

Tais bônus podem ser entregues ao se alcançar certas marcas, como a redução nos níveis de açúcar e colesterol, IMC, critérios biométricos, ou por conquistas como deixar o hábito de fumar, por exemplo.

3. Coparticipação: dividir a responsabilidade gera consciência

Combinando com o funcionário que ele arque com uma porcentagem do valor de consultas e exames (normalmente em torno de apenas 10% a 20% do valor total), você também pode gerar um senso de responsabilidade sobre a sua utilização.

Dessa forma, o próprio funcionário administrará o uso do plano de saúde empresarial de forma consciente — e isso gerará um retorno positivo tanto para a empresa quanto para a operadora, pois o plano de saúde será acionado de forma mais racional.

4. Descontos para grandes quantidades de funcionários

Para quem trabalha em grandes multinacionais, a possibilidade de barganha por meio de um contrato com muitas vidas é outra grande vantagem. Afinal, diante do cenário atual do país, muitas operadoras também precisam administrar a retenção de contratos, o que configura um risco de perder grandes clientes. Então, é importante usar essa informação a seu favor no momento da renegociação.

Colocando as dicas em prática

Enfim, ao apresentar ao plano de saúde empresarial os dados gerados por meio da implantação dessas dicas, a empresa consegue diminuir os riscos de sinistralidade, garantindo maiores possibilidades no momento de renegociar os contratos e conseguindo bons descontos.

Além disso, com certeza a empresa oferecerá ainda surpreendentes ganhos de saúde de forma rápida e simples aos funcionários. Assim, será gerado um ciclo de bem-estar que pode influenciar na motivação da equipe, na retenção de talentos, na produtividade e na redução do turnover — dentre outros ganhos que virão com o tempo.

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