Evento discute como devem ser o trabalho, as cidades, a mobilidade e a saúde com o avanço da tecnologia 

Patinetes e monociclos motorizados percorrem as ruas da pequena cidade-cenário arquitetada para ilustrar o futuro. Entre esses veículos, o público a pé explora os vilarejos que retratam como serão a saúde, a atividade física, a educação, o trabalho em tempos vindouros.  Juntos, humanos e robôs (cujos movimentos são controlados remotamente por pessoas e que proporcionam uma visão 360º do que acontece ao redor) dão uma prévia do que viveremos em alguns anos.

Essa foi a visão na sétima edição do evento Welcome Tomorrow (WTW), promovido pelo Instituto Parar para discutir a mobilidade nas cidades. De acordo com seu fundador Flávio Tavares, cerca de 25 000 pessoas circularam pelo local nos quatro dias do encontro, que contou com seis vilas e oito palcos simultâneos. A versão de 2019 colocou lado a lado os maiores cases do Brasil e do mundo, junto com pessoas engajadas em construir um futuro mais móvel, conectado, flexível, inteligente e humano. Entre os 250 palestrantes, estavam Juliano Bove, diretor executivo do Gympass, e Ligia Zotini, fundadora da Voicers. E suas palestras, todos tentaram responder como vamos viver em um mundo completamente tecnológico.

Seja para oferecer soluções de mobilidade que encurtem as distâncias, seja para garantir um acesso fácil à saúde e à qualidade vida, ou para reinventar os processos no ambiente corporativo, a tecnologia não está aqui para roubar o trabalho das pessoas – como mostrou o evento, mas, sim, para ser uma “sensibilização” do indivíduo, algo capaz de nos reconectar com o que nos faz mais humanos, por meio da criatividade e da empatia. “Onde as máquinas estiverem super desenvolvidas, o ser humano também estará presente, com a sua humanidade”, disse Ligia Zotini.

A pesquisadora defende a tecnologia como um fator mobilizador de transformações positivas. Como exemplo, ela lembra da massificação da telefonia móvel, em 2012, e os benefícios que provieram disso: surgiram os celulares inteligentes e os pacote de dados cada vez mais acessíveis. À partir desses recursos, novos negócios nasceram, entre eles as famosas startups. “Imagine nos próximos cinco anos, quando nós nos tornamos mais artificialmente inteligentes e virtualmente mais imersivos, o tipo de coisas que poderemos criar? O que virá com a tecnologia que nasce hoje, em cinco ou dez anos?”

O futuro da saúde

O Gympass foi destaque como uma solução para os obstáculos que cruzam o caminho das pessoas que desejam fazer algum exercício físico e melhorar a qualidade de vida. Ao longo da programação, academias e estúdios parceiros do Gympass promoveram aulas das diferentes modalidades disponíveis no aplicativo – como bike, pilates, capoeira, funcional e FitDance, entre outras. Quem andava pela cidade-cenário, a pé ou motorizado, podia parar e experimentar alguma das atividades.

A flexibilidade proporcionada pelo Gympass é o valor que mais se alinha com o propósito do evento, segundo Juliano Bove: “Hoje, conseguimos encurtar a distância entre o usuário e a atividade física, pois oferecemos inúmeras alternativas de modalidades e endereços, possibilitando uma economia de tempo e de recursos naturais. Você consegue encontrar um centro de atividade física conveniado perto do seu trabalho, da escola do seu filho e da casa da sua mãe, por exemplo”, disse o executivo.

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