Pesquisa realizada anualmente pelo Grupo Cia de Talentos mostra que bem-estar e qualidade de vida são considerados os aspectos do ambiente de trabalho mais importantes por todos os níveis de cargo, desde jovens profissionais até a alta liderança. 

O Grupo Cia de Talentos, que atua há 30 anos no mercado de captação de talentos na América Latina, realiza anualmente a pesquisa Carreira dos Sonhos, que investiga inquietações, curiosidades e atualizações sobre o tema trabalho. Em 2022, a pesquisa* revela que os últimos anos impulsionaram funcionários a ressignificarem o trabalho e o impacto que tem em suas vidas.

Com números recordes de demissões, o fenômeno da grande resignação chegou ao Brasil e trouxe com ele meio milhão de demissões voluntárias por mês. Os resultados da Carreira dos Sonhos mostram que esse cenário tende a continuar:

Para os profissionais de Recursos Humanos, a grande dúvida que fica é como parar (ou pelo menos desacelerar) esse êxodo.

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Desde 2020, grande parte da força de trabalho global foi obrigada a trabalhar de casa. Para alguns colaboradores, esse era um cenário novo e que trazia desafios para o dia-a-dia, como não conseguir impor limites na carga horária de trabalho e precisar conciliar, em um mesmo espaço, atividades laborais e de autocuidado. Não surpreende ver que funcionários de todos os cargos tiveram a percepção de piora no seu bem-estar emocional, na sensação de sobrecarga e de exaustão.

A introdução do home office acelerou a aceitação do modelo de trabalho híbrido como uma realidade, uma estratégia que dá aos funcionários a flexibilidade de trabalhar remotamente, pelo menos parte do tempo. Ao mesmo tempo que essa estratégia realça desafios para a área de RH, como garantir igualdade entre os colaboradores e manter níveis altos de engajamento, ela também abre espaço para a implementação de novas iniciativas como parte da cultura da empresa – e programas de bem-estar são uma delas.

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Oferecer um programa de bem-estar focado em saúde mental e física foi escolhido por jovens profissionais como a principal maneira de as empresas contribuírem com o bem-estar dos funcionários. Para colaboradores de média gestão e alta liderança, essa iniciativa ficou em segundo lugar, atrás de construir relações mais humanas. 

Os benefícios em oferecer um programa robusto de bem-estar corporativo são inúmeros. Para os colaboradores, ele muitas vezes o possibilita realizar atividades que, sem o benefício, ele não teria acesso; inclusive estender o benefício corporativo para seus familiares. Além de dar à força de trabalho a flexibilidade necessária para cuidar de sua saúde física e mental no modelo de trabalho híbrido.

E para as empresas, programas de bem-estar podem auxiliar na atração e retenção de talentos, além de promover um maior engajamento entre os colaboradores e consequentemente uma melhora na experiência do funcionário. Hoje mais do que nunca, se faz necessário considerar o profissional como um ser integral, não só como um trabalhador, e que precisa de iniciativas focadas em seu bem-estar para performar melhor na vida pessoal e no trabalho.

 

 

*Pesquisa conduzida pelo Grupo Cia de Talentos com 117.693 pessoas no Brasil, entre profissionais jovens (83%), de média gestão (11%) e alta liderança (6%), residentes das cinco regiões do país, pertencentes às classes sociais A, B, C, D e E.